De 8 a 10 de julho, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) participou da 68ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional da Juventude (CONJUVE). O evento, em Brasília, promoveu debates sobre as pautas dos jovens, como o acesso a trabalho e cultura, além de aprovar o Pacto Nacional das Juventudes, que apresenta os anseios e propostas desse público diante do processo eleitoral de 2026.
Como representantes da sociedade civil, participaram do evento a secretária Nacional de Juventude da CUT e conselheira titular do CONJUVE, Cristiana Paiva Gomes, e o coordenador do Coletivo de Juventude da CNTE e suplente no Conselho, Luiz Felipe Krehan.
Outra agenda na programação foi a divulgação inicial da pesquisa Juventudes e Trabalho, estudo a ser desenvolvido pelo CONJUVE em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
“A ideia dessa pesquisa é ter um perfil melhor dos desafios da juventude trabalhadora. Entender o que eles estão enfrentando, como estão fazendo isso e o que eles entendem de perspectivas de trabalho para a geração deles”, explicou Luiz.
No primeiro momento, será feito um levantamento das informações sobre o/a jovem trabalhador/a já disponíveis no governo, como dados do MTE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e demais órgãos.
“A segunda etapa será uma pesquisa qualitativa aplicada pelo próprio CONJUVE e entidades ligadas a ele, com realização de rodas de conversa e diálogos aplicando o questionário diretamente com os jovens”, disse Luiz.
Abertura
A mesa de abertura contou com a participação da presidenta do CONJUVE, Nádia Pereira, da vice-presidenta, Bruna Brelaz, do secretário-geral, Rodrigo Vanderlei e do secretário-executivo, Lucas Piaia. A secretária Nacional de Juventude, Vitória Genuíno, integrou a mesa como representante do governo federal.
“Vamos apresentar o Pacto Nacional das Juventude aos candidatos e candidatas [das Eleições 2026]. É um momento em que os candidatos e candidatas firmam compromisso, assinam o Pacto e se colocam à disposição do Conselho Nacional de Juventude para construir e colocar em prática as propostas que a gente escreve. Nas outras eleições eles sempre participaram, candidatos de todos os espaços ideológicos, isso mostra a importância desse espaço e a legitimidade dos Pactos”, disse Nádia.
Vitória comentou sobre os resultados de algumas políticas desenvolvidas pela Secretaria Nacional de Juventude. O Prêmio Nacional Vozes Periféricas, que reconhece coletivos que promovem encontros culturais de batalhas de rima, batalhas de poesias, conhecidas como Slams, e Saraus, alcançou mais de 1700 inscritos, em 700 municípios diferentes.
“O Vozes Periféricas foi uma política importante e que precisa ter uma continuidade. Casado com o lançamento desse edital, a gente fez visitas a essas batalhas e esses saraus pelo país. Fomos em 12 estados e, em cada um deles, fomos em um território, uma periferia, assistir uma batalha falando enquanto governo federal. A gente pedia licença quando nos era dada a licença para pegar o microfone, para pegar a fala no momento ali e conversar com a juventude. Foi uma receptividade muito boa”, comentou Vitória.
Além disso, a secretária falou sobre a Plataforma Juventude Solidária, que conecta jovens voluntários a projetos sociais, ONGs e políticas públicas em territórios vulneráveis.
“Nós tivemos 3.727 inscrições de projetos, de organizações, movimentos, associações, e coletivos que querem voluntários e que querem essa valorização, não só do reconhecimento do governo, das ações que são produzidas no território, muito dessas ações onde o governo não consegue chegar e que esses movimentos chegam e também dessa necessidade de uma certa estrutura, que é o que o Juventude Solidária vai poder possibilitar, que é o valor para a produção daquela ação, fora a demanda de gente mesmo para poder estar ali ajudando no processo de construção do projeto”, apontou.
Na segunda etapa, o edital iniciou a busca de voluntários de 16 a 29 anos para se encaixarem nos projetos selecionados. As iniciativas tratam de áreas como educação, cultura, esporte, tecnologia, meio ambiente e saúde.
A programação da Reunião Ordinária contou também com uma homenagem ao ex-presidente do CONJUVE, Marcus Barão, falecido em maio deste ano. Nádia, Bruna e Rodrigo comentaram sobre a atuação de Marcus na defesa dos direitos da juventude. O ex-secretário-geral do Conselho, Gustavo Gama, foi convidado a falar sobre o amigo e o trabalho conjunto na diretoria, de 2020 a 2024.
Sobre o CONJUVE
Instituído pela Lei 11.129/2005, o Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE) é órgão colegiado, integrado por representantes do Poder Público e da sociedade civil, com atuação na defesa e promoção dos direitos da juventude. Ele formula e propõe diretrizes de ação governamental voltadas à promoção de políticas públicas, além de desenvolver pesquisas sobre a realidade socioeconômica dos jovens e articular, engajar e mobilizar redes e organizações juvenis no Brasil.
Do site da CNTE.




