Sindicato dos Trabalhadores e das trabalhadoras em Educação de Pernambuco

Sintepe realizou plenárias no Sertão com assistência jurídica para trabalhadores em educação

Entre os dias 23, 24 e 25 de setembro, o Sintepe (Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação de Pernambuco) realizou três importantes plenárias regionais, mobilizando a categoria em diferentes pontos do Sertão. No dia 23, o encontro foi em Afogados da Ingazeira, promovido pelo Núcleo Regional Sertão do Pajeú. No dia 24, no município de Salgueiro (Sertão Central); e no dia 25, em Araripina, Sertão do Araripe.

A presidenta do Sindicato, Ivete Caetano, ressaltou a importância dos encontros para entender a realidade de cada região. “Percebemos que ainda tem muita precariedade, muito problema nas escolas estaduais e questões administrativas dos servidores que precisam ser resolvidas. Vamos continuar ouvindo a base e buscando resolver”, disse a presidenta.

As plenárias cumpriram um papel essencial de prestar esclarecimentos jurídicos à categoria sobre temas fundamentais como os resultados da campanha salarial 2025, as ações do IPSEP, os precatórios do Fundef, a licença-prêmio e processos relacionados aos CTDs, além de outros assuntos de interesse direto da base.

“Debater as ações do Sindicato, com embasamento jurídico, é um ato político, pois significa fortalecer trabalhadoras e trabalhadores frente às dificuldades nas negociações com o governo”, disse Ivete.

“Nossa campanha foi positiva porque conseguimos garantir o piso com repercussão na carreira para professores, analistas e administrativos e as progressões a partir do ano que vem”, explicou.

Mais do que repassar informações, os encontros foram espaços de escuta. O sindicato esteve lado a lado com a categoria, ouvindo demandas, angústias e necessidades reais. O movimento reafirma a importância do Sindicato conectar-se com a base.

A presidenta do Sintepe também concedeu entrevistas às rádios Asa Branca (Salgueiro) e Vida FM (Salgueiro) e Arari FM, além da TV Grande Serra (ambas em Araripina) – durante o ciclo de plenárias. Em suas falas, a presidente destacou o adoecimento crescente entre trabalhadoras e trabalhadores da educação, bem como a grave situação da violência que adentra as escolas.

“A escola não é violenta. A violência da sociedade adentra a escola e impacta alunos e professores. Precisamos de uma ação urgente por parte do governo do estado e da sociedade”, reforçou Ivete.

Para ela, colocar esses temas no debate público fortalece a pressão política sobre o Estado e reforça a urgência de políticas de valorização e proteção à categoria e estudantes. O Sindicato explica que a realização de plenárias é uma prática constante da instituição e novos encontros serão marcados.

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