Sindicato dos Trabalhadores e das trabalhadoras em Educação de Pernambuco

Sintepe formaliza denúncia sobre condições precárias da EREF Cônego Rochael de Medeiros

A rotina de estudantes e educadores na Escola de Referência em Ensino Fundamental (EREF) Cônego Rochael de Medeiros tornou-se um exercício diário de resiliência e sobrevivência. O cenário de abandono na unidade de ensino, que deveria ser um modelo de educação integral, escancara uma realidade alarmante: fiação elétrica exposta, salas insalubres e uma estrutura física que ameaça a integridade de quem frequenta o local. Diante da negligência da gestão estadual, o Sintepe, junto aos professores da unidade, voltou a se reunir com representantes da Secretaria de Educação de Pernambuco para cobrar providências urgentes.

A gravidade do problema não é recente. No ano passado, um incêndio na cozinha da escola por pouco não resultou em uma tragédia de grandes proporções. Apesar do susto e do risco iminente, as melhorias não vieram. Atualmente, a comunidade escolar convive com salas sem janelas ou com aberturas improvisadas, ventiladores quebrados e aparelhos de ar-condicionado inoperantes, tornando o ambiente de aprendizado exaustivo e perigoso.

Esta não é a primeira denúncia que o Sintepe apresenta sobre a situação da escola. Desde 2024, ofícios foram encaminhados à Secretaria de Educação relatando o estado crítico da EREF Rochael de Medeiros. Em dezembro de 2025, novas evidências foram apresentadas, mas, até agora, a resposta do Governo do Estado se resume à justificativa de que a reforma depende de uma licitação ainda em andamento e sem prazo definido. Enquanto isso, estudantes e profissionais seguem expostos ao risco e ao descaso.

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