Sindicato dos Trabalhadores e das trabalhadoras em Educação de Pernambuco

Dia Nacional da Consciência Negra

O Dia da Consciência Negra, celebrado nesta quinta-feira, 20 de novembro, é mais do que uma data no calendário: é um chamado urgente para reconhecer, reparar e transformar as realidades que ainda marcam a vida do povo preto no Brasil. É o momento de lembrar que a luta por igualdade não é simbólica — ela é cotidiana, concreta e necessária.

Falar em Consciência Negra é encarar de frente a dívida histórica construída ao longo de séculos de escravidão e perpetuada pelo racismo estrutural que segue moldando nossas oportunidades, nossos espaços e nossas relações. Essas marcas não desapareceram. Elas seguem vivas nas estatísticas de desigualdade e na violência que atinge, majoritariamente, a população preta.

Por isso, iniciativas como a aprovação da PEC 27/2024 pela CCJ da Câmara dos Deputados representam passos importantes. Ao criar o Fundo Nacional de Reparação Econômica e Promoção da Igualdade, o poder público reafirma que reparação não é apenas um gesto simbólico, mas uma política concreta que precisa de recursos, continuidade e compromisso. 

É o reconhecimento de que justiça racial exige ações estruturadas, capazes de abrir caminhos reais para acesso, oportunidades e dignidade.

É importante destacar que nenhuma reparação será completa sem a educação. É na escola que as mentalidades se formam, que preconceitos caem, que histórias são resgatadas e que novas possibilidades se constroem. A educação é — e sempre será — a ferramenta mais poderosa contra o racismo.

A soma de políticas públicas reparatórias com uma educação libertadora é o que pode, de fato, transformar o Brasil em um país mais justo, igualitário e democrático.

O Sintepe reafirma, neste Dia da Consciência Negra, seu compromisso firme com a luta antirracista. Seguiremos ao lado da categoria e da sociedade brasileira na construção de um futuro onde a igualdade racial deixe de ser promessa e se torne realidade.

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