Nesta terça-feira (10), Dia Estadual de Paralisação da Rede Estadual de Ensino, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) realizou um grande protesto em frente à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), no Centro do Recife. A mobilização reuniu trabalhadores e trabalhadoras da educação de diversas regiões do estado para cobrar do Governo de Pernambuco resposta à pauta de reivindicações da categoria.
A pauta de reivindicações foi protocolada pelo sindicato no dia 6 de fevereiro junto ao Governo do Estado. Diante da ausência de resposta, a categoria realizou a paralisação e o ato público, assim como está planejando outras mobilizações.
A presidenta do Sintepe, Ivete Caetano, destacou a necessidade do governo dar celeridade nas tratativas, especialmente por se tratar de um ano eleitoral, quando existem prazos legais para votação de projetos que envolvem reajustes salariais.
“Estamos mobilizados e cobramos respeito com a educação e com os trabalhadores e trabalhadoras da rede estadual de ensino. Precisamos avançar nas negociações dentro do prazo legal”, afirmou a presidenta Ivete.
Entre os principais pontos de negociação para 2026 está a atualização do índice de 5,4% do Piso Salarial do Magistério em toda a carreira dos servidores e servidoras da Secretaria de Educação de Pernambuco.
O piso salarial do magistério foi reajustado em 5,4% para 2026, passando de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 para a jornada de 40 horas semanais em início de carreira.
“Não estamos falando apenas do piso, mas da valorização de todos os profissionais que constroem diariamente a educação pública em Pernambuco. Além disso, exigimos que o governo ofereça condições mínimas para os estudantes da rede estadual. Não é admissível que alunos tenham que estudar em salas quentes, sem ar-condicionado e em ambientes precários”, pontuou Ivete Caetano.
A presidenta do Sintepe também afirma que há dinheiro em caixa para se fazer investimentos maciços na estrutura das escolas. “A Secretaria de Educação de Pernambuco recebeu nos últimos quatro anos R$ 2,2 bilhões do Precatório do Fundef, com exclusiva aplicação na educação estadual! Onde foi investido esse dinheiro? É inadmissível que, com esse dinheiro em caixa, escolas estaduais ainda sofram com problemas tão graves”, ressalta a sindicalista.




